Sonhos e chuva
Acordei depois de mergulhar em rios barrentos, de pelejar contra pontes que só sobem e nunca descem, de subir em árvores muito altas, de fugir de estupros de homens maliciosos, de lutar contra perigosos assassinos, de me esconder em escuras ruas desconhecidas, de andar por viadutos estranhos.
Acordei e estava cinza.
E esperei.
E a chuva caiu.
E dormi como uma coruja morta, com asas e pescoço contraídos em fome, frio e tédio.
Acordei depois de mergulhar em rios barrentos, de pelejar contra pontes que só sobem e nunca descem, de subir em árvores muito altas, de fugir de estupros de homens maliciosos, de lutar contra perigosos assassinos, de me esconder em escuras ruas desconhecidas, de andar por viadutos estranhos.
Acordei e estava cinza.
E esperei.
E a chuva caiu.
E dormi como uma coruja morta, com asas e pescoço contraídos em fome, frio e tédio.

1 Comentários:
Ai bru, muito forte isso que você escreveu...e apesar de triste eu gostei muito!
cheio de metaforas...
Beneficie-se do cinza e deixe a chuva limpar sua alma!
Nunca me esqueço da chuva que tomamos quando estavamos em Santos. Foi tão puro, tão libertador.
Te amo
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