Alívio num domingo de sol
Monografia terminada, que alívio. Vou dar um rolezão de bike pra esquecer um pouco o planejamento urbano, vou me enfiar nas ruas desconexas, no mapa móvel da cidade e pedalar por aí.
E depois é só alegria: escrever um ensaio sobre o silêncio em John Cage, pirar de leve, flutuar em bolhas de sabão e depois voltar, tocar a terra, espalhar um pouco dela no chão enquanto fricciono com os dedos grãos minúsculos contra a palma da mão.
E, depois do silêncio, e até mesmo junto dele, experimentar novamente o peso de um Bach, definindo dedilhados e arcadas. Saltar de cabeça num Sevcik e me emocionar a cada exercício que vai se formando cada vez mais preciso, cada vez novo. E, enquanto canto um lá dentro de mim, ouço a música dos dedos re-configurando tensões, batucando partes que ficam esquecidas às vezes, arcos que pulam com o acaso, desbravando sons.
E há tantos passarinhos por aqui, no quintal cantando, na cozinha roubando migalhas de pão, e nos quartos procurando uma janela!
Misturo tudo, separo tudo, tempero tudo e componho uma sinfonia.
Monografia terminada, que alívio. Vou dar um rolezão de bike pra esquecer um pouco o planejamento urbano, vou me enfiar nas ruas desconexas, no mapa móvel da cidade e pedalar por aí.
E depois é só alegria: escrever um ensaio sobre o silêncio em John Cage, pirar de leve, flutuar em bolhas de sabão e depois voltar, tocar a terra, espalhar um pouco dela no chão enquanto fricciono com os dedos grãos minúsculos contra a palma da mão.
E, depois do silêncio, e até mesmo junto dele, experimentar novamente o peso de um Bach, definindo dedilhados e arcadas. Saltar de cabeça num Sevcik e me emocionar a cada exercício que vai se formando cada vez mais preciso, cada vez novo. E, enquanto canto um lá dentro de mim, ouço a música dos dedos re-configurando tensões, batucando partes que ficam esquecidas às vezes, arcos que pulam com o acaso, desbravando sons.
E há tantos passarinhos por aqui, no quintal cantando, na cozinha roubando migalhas de pão, e nos quartos procurando uma janela!
Misturo tudo, separo tudo, tempero tudo e componho uma sinfonia.

1 Comentários:
Ai Bruna que texto lindo! Sem pretensões, sem cópias, sem palavras difíceis, sem nostalgia amarga, sem doenças, neuroses, sem alarmar... Somente minha Bruna dos velhos tempos: aquela que anda de bike, que tempera o mundo e observa os passarinhos. Ai, essa ultima frase do seu texto me emocionou o coração *_*
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