13 de julho de 2010


Anacolutos

Disseram-me que só eram aceitáveis num Guimarães Rosa ou noutro grande nome da literatura.

Pois bem, eu, Bruna, uma pessoa comum, com todas as peculiaridades que só qualquer um pode ter, valho-me dessas figuras de linguagem o tempo todo. Não por recurso estilístico ou frescurite gramatical (nada contra a gramática em si, pelo contrário...). Quem me conhece sabe que tenho essa mania de querer pensar em tudo, explicar tudo, saber de tudo, mas também sabe o quanto planejo pouco. Minha escrita é impulsiva, cheia de furor mental mesmo quando calma, cheia de paixão mesmo quando apática.

Tudo o que se possa chamar de criação nessa combinação tão variada de letras e sons é também reprodução de vivências. O devir das coisas que se (des)cruzam, emaranhado pulsante, interrompidas para trazer novos sentidos. E é justamente por isso que não posso aceitar essa restrição, se a própria vida é uma sucessão de anacolutos!

1 Comentários:

Blogger Bruna La Serra disse...

Não preciso nem dizer que amei a imagem né? Como vc consegue encontra-las não sei, deve levar mto tempo, pq foram feitas pro que vc escreve! eu não lembrava mais do termo anacoluto, será que aprendemos isso? Mas eu o faço constantemente nos meus textos também. E a vida faz sempre com a gente...

09:04  

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