Felicidade calma
Hoje, os instantes de lucidez já não me atingem como bofetadas na cara. O que é ruim vai se acertar com o tempo. O que é bom já tá bom.
Sem enxaqueca, sem remédios, sem roer unhas, sem fazer coçar a cabeça compulsivamente, sem angústias inexplicáveis, sem nada daquilo! Ôxi, eu tô é sem vergonha, isso sim. Sem vergonha de ser descoordenada, de ter a voz rouca e grave, um pouco mole, da celulite e da estria, de amar do meu jeito. Tô sem vergonha de ser o que sou.
E ainda por cima tô sem medo. Sem medo de ficar triste, sem medo de surtar, sem medo da felicidade ir embora (porque ela sempre vai, a gente só esquece que ela sempre volta). Cautela, isso tenho de admitir, eu tenho, nova cria minha.
Hoje, os instantes de lucidez me deixam lúcida.
Sem enxaqueca, sem remédios, sem roer unhas, sem fazer coçar a cabeça compulsivamente, sem angústias inexplicáveis, sem nada daquilo! Ôxi, eu tô é sem vergonha, isso sim. Sem vergonha de ser descoordenada, de ter a voz rouca e grave, um pouco mole, da celulite e da estria, de amar do meu jeito. Tô sem vergonha de ser o que sou.
E ainda por cima tô sem medo. Sem medo de ficar triste, sem medo de surtar, sem medo da felicidade ir embora (porque ela sempre vai, a gente só esquece que ela sempre volta). Cautela, isso tenho de admitir, eu tenho, nova cria minha.
Hoje, os instantes de lucidez me deixam lúcida.

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