1 de outubro de 2010

Reticências

E a gente, tonta, sempre acreditando nas suas mentiras deslavadas. Agarradas em verdades duvidosas, tentando enxergar por outro lado. Se a mentira tem um outro lado, com certeza não é a verdade. A covardia já me era o lado conhecido da sua mentira. No lado escuro da sua lua, tá a maldade, maldade de doer nos outros, que te faz parecer um urubu em cima da carne seca. Vangloria-se do seu jeito valentão, de tratar todos bem pra depois mandar se foder, mas é só um menino chorão.
Meus olhos tiveram a incrível capacidade de enxergar tudo ao contrário. Talvez até você tenha se convencido de que era alguém bom, de tanto que eu acreditei nisso.
No fim das contas, entretanto, talvez você não tenha sido bom nem mau. E eu já nem sei mais quem você foi.

Só sei que eu fui. Troco essas reticências doídas por um ponto final.

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