Angústias distraídas
Chega a ser impressionante a maneira como o ser humano se sabota: suas angústias mais profundas são deixadas de lado com o tempo. Porém, ao invés de serem mortas e, dessa maneira, resolvidas, são esquecidas à força. Nunca poderiam ser esquecidas de fato. O corpo, estranho que é, gera os mesmos sentimentos de outrora diante de coisas novas. E, até então, não sabe disso. São distrações que nos fazem definhar aos poucos, tentando consertar buracos onde há apenas sombras.

2 Comentários:
Vc ta com uma escrita instrospectiva. Gosto disso tb! Parece q finalmente o mundo nao interessa mais e vc escreve só pra vc... e é aí q a gente começa a escrever mais universal. é louco isso né? Bem Clarice. Afinal, lá no fundo, somos todos iguais, tdos sabotadores de si mesmos!
Nossa, Bru, é exatamente isso: quando a gente se fecha, começa a entender lá fora. É uma loucura, não? Depois de pensar nessas coisas, lembro da minha constante paranóia de que tudo tende ao equilíbrio, fico lembrando das aulas de física...
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