3 de novembro de 2010

Uma mulher simples

Muito se diz a respeito do homem simples. Digo, o estereótipo "homem simples". Aquele rapaz tranqüilo, sincero, que não precisa se confundir em mil faces para tentar sustentar uma que nem é a que é de fato.
Nunca vi ninguém falar da mesma maneira da "mulher simples". Isso porque elas devem estar escondidas por aí, debaixo de nós mesmas...
Pois hoje eu descobri que sou uma mulher simples. Tenho minhas ambições e meus pequenos luxos, também meus pequenos prazeres sutis. Isso tudo é bom, mas é mais consequência do que necessidade.
Não preciso de muita coisa pra ser feliz. Preciso só do que é básico: amor, respeito e confiança (e por que insistimos em mostrar o que nem é parte da gente?). É como uma coisa em si e o enfeite dessa coisa, como se o enfeite passasse a ter mais valor do que a própria coisa, que vai ficando meio esquecida. Do resto não preciso, apenas me alegra quando é de coração.
Tenho minhas ambições, tenho os meus sonhos (inclusive eu não largo o osso tão fácil...). Sou simples no sentimento, não passo - e nem quero passar - por cima do que tenho de mais essencial. Não quero ser corrupta de mim mesma.
Deve ser por ser uma mulher simples que não me entendem...

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