24 de agosto de 2012

5, Stuttgart

Hoje foi o grande dia. Apesar do tempo ruinzinho para minhas longas caminhadas, depois de quatro dias maravilhosos de sol e alegria, realizei um grande sonho que venho guardando há algum tempo: visitei o conjunto de Weißenhof. Infelizmente, a chuva não me perimitiu ver todo o conjunto, passear com calma pelas ruas. Mas só de entrar no Weißenhofmuseum nas casas geminadas de Le Corbusier, senti-me uma pessoa de sorte. Aquelas casas de 1927, tão modernas, tão inovadoras, viram lá do alto as casas ao seu redor e também uma cidade inteira serem destruídas na segunda-guerra mundial. O que me surpreendeu foi o trabalho de primeiríssima qualidade do museu. Metade da casa destina-se à exposição de um material incrível, distribuído em fotos, maquetes, textos, vídeo, áudio, entre outros. A outra metade está organizada como casa, o que por si só, já é fantástico. O mobiliário da época, não sei se é original ou réplica, é icônico. É o pensamento que guiou décadas de design e arquitetura. Uma jóia escondida na cidade. Não vejo a hora de voltar. Como viver? Essa era a questão e talvez ainda seja. Mas conceitos que já não funcionavam foram quebrados com projetos como esses. O que temos hoje, o que pensamos, do que precisamos? Como viver?

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