Partidas, idas
Eis que chega a hora, atropelando todas as outras horas. Sem volta, sem escapatória. Um último suspiro, tímido, tentando a negação diante dos fatos. Olhar pra trás vai doer, é o inevitável pairando, pesado, sobre os ombros. Despede-se, discretamente, até com vergonha, dos seus sonhos. Arrastou-os por tanto tempo, cultivando com zelo e também com um pouco de desprezo, tamanho o tempo que se escondem. Invade a alma, réquiem silencioso.
É preciso mais do que andar para a frente. É preciso andar com os pés.

1 Comentários:
que lindo esse final... Uma bigornada na cabeça!
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