Cacos de vidro
Como já disse o poeta, no meio do caminho tinha uma pedra. Mas no meu caminho, eram cacos de vidro espalhados.
Alguns estão com uma pedra nos sapatos. Eu, entretanto, estou descalça. Com um caco de vidro no meu pé. Está sangrando, está doendo. Ele é enorme e está muito enterrado. Preciso tirá-lo. Tomar coragem. Encho-me de aflição.
Eis que puxo o caco. A pele já estava fagocitando-o, puxando-o para si. A dor é maior do que a imaginada. Arde e corta tanto que, sem forças, eu desisto. Mas ele já está quase todo para fora do meu corpo. E minha pele, a mesma que o acolheu, agora começa a expeli-lo.
Alguns estão com uma pedra nos sapatos. Eu, entretanto, estou descalça. Com um caco de vidro no meu pé. Está sangrando, está doendo. Ele é enorme e está muito enterrado. Preciso tirá-lo. Tomar coragem. Encho-me de aflição.
Eis que puxo o caco. A pele já estava fagocitando-o, puxando-o para si. A dor é maior do que a imaginada. Arde e corta tanto que, sem forças, eu desisto. Mas ele já está quase todo para fora do meu corpo. E minha pele, a mesma que o acolheu, agora começa a expeli-lo.

1 Comentários:
Analogia perfeita. Lindo! E afinal com um caco de vidro no pé ninguém consegue prosseguir, continuar andando...
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