12 de fevereiro de 2011

Vontade reprimida

Fico querendo ligar, escrever e dizer: estou repentinamente triste (além disso, estou com ciúmes, com medo, deixo de ser alguém sã - fico maluca).
Aí, você vai ficar bravo e dizer: é sempre assim quando eu saio, você sempre está mal, bem quando eu saio (e isso pode virar uma ligação bem cara ou uma vingança bem doída).

Mas você acertou na mosca! Está coberto de razão: é bem quando você sai.

E agora, José (Maria?)? Não vou ligar. Não vou escrever, mandar toscas carinhas tristes via sms. Não vou estragar tudo: seu rolê, nossas contas telefônicas, a minha noite que era pra ser de sono (mas sofre de profunda agonia), o nosso namoro, as nossas vidas, a sua noite. Não posso. Não devo. Não quero (ué, eu não tinha acabado de dizer que queria?)! Vou me segurar, como no tratamento dos dependentes químicos: adiar a consumação do desejo ad infinitum (claro, no mais otimista dos casos).

Amanhã não vou pensar mais nisso.

Mas escrever asneiras por bastante tempo é que nem vomitar quando tá enjoado. Fica bom. Vomita com gosto todo o lixo que comeu. São asneiras de coração.

Só por hoje.

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