9 de dezembro de 2010

Palavra minha

Minha palavra é arma. Não, minha palavra não é arma, não é de ferir, não é de matar. Minha palavra é pulso que rompe as veias quando o sangue é demasiado volumoso e vivo. Minha palavra é isso e é um pouco mais que isso. Minha palavra sai da boca, mas sai antes de mim. Sai do eu, corpo adjacente ao próprio corpo. Às vezes, pesa. Noutras, não importa. Mas a minha palavra sai como um tiro na água. Minha palavra é arma que mata o corpo que precisa morrer.

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