Era uma vez um castelo
Era uma vez um reino pequeno. Não tinha servos nem corte. Havia muitos animais, animais de muitas cores, muitos tamanhos, animais de todo o tipo. E havia uma bela rainha, que morava sozinha em um castelo bonito, com os seus bichanos. Às vezes, os animais brigavam. Mas não era nada demais, a rainha intercedia e logo faziam as pazes.
Num dia bonito, sem mais nem menos, chegam os macacos e dizem à rainha solitária: os leões mandaram avisar que há um príncipe nos portões e ele lhe pede permissão para entrar. A rainha, que já havia se esquecido dos humanos, acha estranho, mas está bastante curiosa e permite a entrada do moço no reino.
Antes mesmo que o príncipe, de tão grande beleza, chegasse aos pés da torre em que a rainha se resguardava, os dois já não conseguiam desgrudar o olhar. E dias se passaram sem que eles parassem de contemplar um ao outro. Conversaram, riram, ele tocou músicas celestiais de tão belas em seu alaúde. Estavam apaixonados. E sequer entendiam como isso aconteceu: ele que adentrou o reino só por curiosidade e ela, que já estava desacreditada da humanidade e já em paz com seus animais. E eles queriam construir um vida juntos, queriam cuidar daquele reinado. Mas, para isso, o futuro rei precisava chegar até o alto da torre do castelo. Pelo menos foi o que ele achou. Então, ele começa a escalar a torre, golpeando as suas pedras milenares. Quanto mais ele golpeia, mais a torre se abalava. Mas ele não desiste. Quer encontrar o seu amor. A rainha está com medo, ela está falando um monte de coisas, mas ele está tão decidido que não consegue ouvir, os golpes que dá com a sua foice afiada o deixam surdo!
Finalmente, ele chega ao topo e encontra sua amada. A rainha está sentada à sua espera. Mas em volta não existe mais castelo. Só existem ruínas ao redor deles. Agora ele pode ouvi-la. E ela lhe diz: a porta estava aberta.
Num dia bonito, sem mais nem menos, chegam os macacos e dizem à rainha solitária: os leões mandaram avisar que há um príncipe nos portões e ele lhe pede permissão para entrar. A rainha, que já havia se esquecido dos humanos, acha estranho, mas está bastante curiosa e permite a entrada do moço no reino.
Antes mesmo que o príncipe, de tão grande beleza, chegasse aos pés da torre em que a rainha se resguardava, os dois já não conseguiam desgrudar o olhar. E dias se passaram sem que eles parassem de contemplar um ao outro. Conversaram, riram, ele tocou músicas celestiais de tão belas em seu alaúde. Estavam apaixonados. E sequer entendiam como isso aconteceu: ele que adentrou o reino só por curiosidade e ela, que já estava desacreditada da humanidade e já em paz com seus animais. E eles queriam construir um vida juntos, queriam cuidar daquele reinado. Mas, para isso, o futuro rei precisava chegar até o alto da torre do castelo. Pelo menos foi o que ele achou. Então, ele começa a escalar a torre, golpeando as suas pedras milenares. Quanto mais ele golpeia, mais a torre se abalava. Mas ele não desiste. Quer encontrar o seu amor. A rainha está com medo, ela está falando um monte de coisas, mas ele está tão decidido que não consegue ouvir, os golpes que dá com a sua foice afiada o deixam surdo!
Finalmente, ele chega ao topo e encontra sua amada. A rainha está sentada à sua espera. Mas em volta não existe mais castelo. Só existem ruínas ao redor deles. Agora ele pode ouvi-la. E ela lhe diz: a porta estava aberta.

2 Comentários:
Ah, Bru que coisa mais linda! Que suave, que poético e como todo conto de fadas é mto psicanalítico! Não sei o que foi que despertou a minha Bruna hoje, só sei que essa é minha amiga que há muito tempo não encontro. Forte, criativa, poética, escritora... Seja bem vinda de volta!
Pois é, as vezes o simples é tão complicado...
parabéns pelo texto, é de uma sensibilidade e detalhamento que pude imaginar cada momento da narrativa...
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