10 de janeiro de 2010

Sibelius e boas lembranças

Memórias doces de momentos já idos. Sem saudades. Apenas lembrar de certas inocências e respirar feliz por elas. Sem saudade do que foi bom e puro, sem que doa. Um tipo de lembrança que traz alívio.
Manhãs dedicadas a sonhar ouvindo um cd emprestado na sala mais ou menos bagunçada da casa dos meus pais. E o melhor: sem perceber o que acontecia...

2 de janeiro de 2010

2010

No fim das contas, deve ter sua parcela de "saudável" demarcar o tempo como se ele pudesse ser contado. Contar o tempo torna mais fácil aceitar as mortes na minha vida.

Eu gosto de mudar de ano, agora eu gosto, mesmo sem empolgantes festas. Gosto de pegar romã no pé uma semana antes e ter preguiça da abri-la na virada.

Eu gosto de mudar de ano, dá pra fazer planos e se alegrar com eles. Parece que dá pra respirar com alívio.

Eu adorava ano-novo quando era criança - e que criança não gostava? -, gostava dos fogos, das comidas, dos parentes reunidos, dos primos colocando a casa de alguma tia de pernas pro ar. Sem mais nada disso, eu voltei a gostar de ano-novo. Estar em casa, descansando no sofá, sonhando com planos reais, planos próximos, planos não-planos.

Planos que vão ficar para muitos outros anos novos, que um dia serão velhos... e frescos na memória com certeza. Mas fica para os outros anos, agora estamos em 2010, já.