27 de agosto de 2012

7, Stuttgart

De repente, caem vinte graus no marcador de temperatura. Chove frio, dentro e fora de mim. Uma semana já. Bom, eu estou entendendo alemão um pouco melhor.

6, Stuttgart

O verão aqui é mágico e a cerveja, excepcional.

24 de agosto de 2012

5, Stuttgart

Hoje foi o grande dia. Apesar do tempo ruinzinho para minhas longas caminhadas, depois de quatro dias maravilhosos de sol e alegria, realizei um grande sonho que venho guardando há algum tempo: visitei o conjunto de Weißenhof. Infelizmente, a chuva não me perimitiu ver todo o conjunto, passear com calma pelas ruas. Mas só de entrar no Weißenhofmuseum nas casas geminadas de Le Corbusier, senti-me uma pessoa de sorte. Aquelas casas de 1927, tão modernas, tão inovadoras, viram lá do alto as casas ao seu redor e também uma cidade inteira serem destruídas na segunda-guerra mundial. O que me surpreendeu foi o trabalho de primeiríssima qualidade do museu. Metade da casa destina-se à exposição de um material incrível, distribuído em fotos, maquetes, textos, vídeo, áudio, entre outros. A outra metade está organizada como casa, o que por si só, já é fantástico. O mobiliário da época, não sei se é original ou réplica, é icônico. É o pensamento que guiou décadas de design e arquitetura. Uma jóia escondida na cidade. Não vejo a hora de voltar. Como viver? Essa era a questão e talvez ainda seja. Mas conceitos que já não funcionavam foram quebrados com projetos como esses. O que temos hoje, o que pensamos, do que precisamos? Como viver?

23 de agosto de 2012

4, Stuttgart

Às vezes, parece que tudo precisa dar errado antes de algo dar certo inesperadamente. Não consegui me registrar na faculdade, não consegui depositar dinheiro na minha conta do Deutsche Bank para poder pagar todas as coisas daqui que serão debitadas automaticamente (seguro-saúde, aluguel, taxas de matrícula e registro etc.). Mas tirei fotos lindas pela manhã. E o que aconteceu? Perdi tudo quando estava passando. E é aí que abro o meu email, vejo que minha bolsa finalmente saiu! Apesar de ser por metade do tempo e metade do dinheiro que eu esperava, parecia que não ia mais sair e eu confesso que já nem tava mais pensando nisso pra não ficar triste... É estranha a sensação de que tudo precisa dar errado pra algo que se deseja muito poder dar certo. A vida é assim, o mundo é assim. Tira um pouco, dá um pouco. Já dizia a física: tudo tende ao equilíbrio. Até o caos.

22 de agosto de 2012

3, Stuttgart.

Engraçado como mudar de lugar faz a gente mudar de ideia. Para mim, muros sempre significaram alguma maneira de exclusão. Aqui em Stuttgart, porém, percebi que uma boa parte do parque Schloss garten tem muros, para barrar o ruído das avenidas e, mesmo assim, o parque é seguro e bonito. E os arredores não foram desvalorizados por muros. Não defendo os muros agora, mas não acho mais que eles são necessariamente segregatórios... Penso na praça Victor Civita e nas soluções adotadas... Penso nos professores da FAU dizendo que vegetação não "disfarça" muro. Quando voltar, vou pedir para eles que imaginem os parques que tenho visto sem a vegetação rente ao muro, quão horríveis ficariam. E eles funcionam muito bem como estão! São mais ocupados e utilizados do que qualquer parque que já vi no Brasil!

21 de agosto de 2012

2, Stuttgart

Cada um veio de um canto do mundo. Um já conhece o novo terreno. O outro não sabe nada. E, juntos, se misturaram, como se fossem de lá. E explicar as principais diferenças da arquitetura modernista e da pós-moderna fica muito mais difícil em inglês e em alemão. Mas o que conta no fim das contas é a sensação do lugar. Habitá-lo, por uns minutos ou por um ano. E eu abri uma conta no Deutsche Bank em menos de uma hora e com 2 documentos. Isso prova que tudo pode ser tão simples, basta que as pessoas usem a inteligência e, às vezes, confiem um pouco mais umas nas outras! Para que burocracia? Lugares habitados hoje: Staatsgalerie, Schloßgarten, Hauptbahnhof, Königstraße u.s.w.

20 de agosto de 2012

1, Stuttgart

Meu quarto é uma cela sem grades. E essa cidade, uma escuridão com postes de luz. Tudo é muito estranho.