30 de junho de 2010

Mulheres que correm com lobos

Livro que foi grande companheiro durante os dois últimos meses, li a última página hoje. As estórias de todos os cantos do mundo, ricas cada uma a sua maneira, vão ficar para sempre como um grande aprendizado. Como belas reflexões acerca da alma, sobretudo, da alma feminina.

E La loba continuará caminhando no mato.

29 de junho de 2010

Quero viver no meio dos bichos
http://www.youtube.com/watch?v=0C3zgYW_FAM

and it makes me feel so fine i can't control my brain...
Mordida de panda-filhote

Dói pra caramba. Pelo menos gritei muito essa madrugada.

28 de junho de 2010

Mais que um parabéns

Mais do que um simples cumprimento, desejos.

Guilherme, desejo-te mais do que o meu amor, que é grande, gigante.

Desejo a você felicidade, pura e simples.

E que você saiba que tem a mim.

Parabéns pelo que você se tornou nesses 23 anos. E desejos de paz para seus próximos anos.

Falo com um tom agradecido, feliz, leve e esperançoso.

Eu te amo.

Cicatrizes

Já repararam que as cicatrizes são muito mais resistentes a puxões e arranhões do que a própria pele?

É mais do que voltar inteira, é voltar mais forte.

16 de junho de 2010

22

"...and now i'm goin' to 22, and i say oh my, a boo-hoo"

Só porque não sai da minha cabeça, embora eu não esteja nem em 1969 e nem entediada mais (finalmente! Parece que minha adolescência inteira fiquei inutilmente me martirizando pelo tédio e tentando cobri-lo com atitudes bem, hmmm, adolescentes!).

Muitas telas para colorir e descolorir.

Nesse último ano, tive a sensação de que estava concluindo um ciclo bem importante, finalizando muitas coisas... Depois de bastantes conflitos travados comigo mesma, me despeço do que ficou para trás e aceito o que tenho nas mãos, o que vai nascendo - reaparecendo - da alma. Mais do que expectativas em si, algo vem de dentro de mim e está saindo para fora, explodindo, não como uma bomba destrutiva dessa vez, mas como poeira estelar condensada que explode lá longe, bem longe. E o que se vê daqui é luz. Brilha e conforta.

Aos que estão na minha vida há muito tempo, aos recém-chegados, aos que foram e voltaram, aos que foram e não voltaram, mas deixaram sua marca de alguma maneira: obrigada.

15 de junho de 2010


Homenagem à Sofia Amundsen

Estava eu, às vésperas dos meus quinze anos, entretida na filosofia "infanto-juvenil" em O mundo de Sofia. Foi um livro que me marcou tanto, mais a trama em si do que a própria parte "teórica", embora esta também tenha me despertado bastante interesse na época. E lembro-me de que no dia 15 de junho seria o aniversário (também de quinze anos) de Sofia Amundsen, e o que ele (e ela) foi (foram) se tornando no decorrer da história.

Certamente, ali achei muito alimento para as minhas "desde-sempre" indagações - sempre dediquei boa parte do meu tempo à observação - acerca da(s) realidade(s).

13 de junho de 2010

Alívio num domingo de sol

Monografia terminada, que alívio. Vou dar um rolezão de bike pra esquecer um pouco o planejamento urbano, vou me enfiar nas ruas desconexas, no mapa móvel da cidade e pedalar por aí.

E depois é só alegria: escrever um ensaio sobre o silêncio em John Cage, pirar de leve, flutuar em bolhas de sabão e depois voltar, tocar a terra, espalhar um pouco dela no chão enquanto fricciono com os dedos grãos minúsculos contra a palma da mão.

E, depois do silêncio, e até mesmo junto dele, experimentar novamente o peso de um Bach, definindo dedilhados e arcadas. Saltar de cabeça num Sevcik e me emocionar a cada exercício que vai se formando cada vez mais preciso, cada vez novo. E, enquanto canto um lá dentro de mim, ouço a música dos dedos re-configurando tensões, batucando partes que ficam esquecidas às vezes, arcos que pulam com o acaso, desbravando sons.

E há tantos passarinhos por aqui, no quintal cantando, na cozinha roubando migalhas de pão, e nos quartos procurando uma janela!

Misturo tudo, separo tudo, tempero tudo e componho uma sinfonia.

12 de junho de 2010

Dia dos namorados

Eu te amo de amor, Guilherme Ryuichi.



Aniversário da mamãe

Bom estar por perto, comemorando a sua presença insubstituível.



E, claro, pra não perder a piadinha infame...

Dia das namoradas

Bru, pra quem insiste em achar que somos um casal gay desde os 12 anos!

8 de junho de 2010

No fim das contas...

eu escrevo aqui há 5 anos, quase um quarto de vida!

Faz tempo que não fuxico meus próprios textos, meus devaneios, minhas besteiras adolescentes, minha fúria derramada, minha esperança pulsando, minha inocência, minha intenção... E nem acho que agora seja hora disso, não ando nostálgica.

Só ando achando engraçado como vinte e três letras podem se juntar e se separar quase sem perceber, não fosse a linguagem. E não fossem as sensações de um segundo ou mesmo os pensamentos que ficaram dentro de mim durante dias, semanas, meses...

E além das vinte e três letras, há também as não-letras, há o silêncio, a ausência. Cada um, um som, uma nova palavra talvez. Como em 4:33, como uma nova possibilidade.

Sempre brincando com acaso, se escondendo ou dançando. Fato é que ele não dura menos do que antes nem mais do que depois. E não faz diferença se for verdade absoluta ou mentira cambaleante.

Quem vive, dança!