31 de março de 2011

Medo

Sempre sonho que dirijo e o carro está sem freio ou simplesmente não acelera. E eu conheço essa agonia tão bem. Mas há de passar. E logo.
Falo comigo mesma.

28 de março de 2011

O louco e a cidade II (o I não existe fora do sonho)

Centro de sempre: pessoas, muitas pessoas. Manhã de sempre: quente, tranquila, brasileira, campineira. E um louco atira pedras. Não, o louco atira garrafas, infinitos cacos de vidro, cada vez mais ínfimos. Alguns juntam-se ao louco. Dessa vez, eu estou com a maioria: fugindo e tentando me proteger. E a cidade é uma assustadora selva de vidros estilhaçando ininterruptamente.

24 de março de 2011

Força

Se você mistura com um pouco de bondade, a vida se torna mais plena.

23 de março de 2011

Godeaux III

Muitos não entendem o meu imenso amor por bichos, devem achar que vou virar uma tiazona cheia de gatos e cães (estereótipo besta!)! Mas vocês não falam a mesma língua que eu. Eu falo coelhês fluentemente. Falo de maneiras que não sei descrever. Mas esses bichinhos, sapecas e devotos, entendem muito melhor do que os seres humanos... Isso chama natureza, isso chama amor. Godeaux, você fez - e faz - a minha vida muito, muito mais bonita. Eu te amo em coelhês.

No divã III

Hoje não vim falar de coisa ruim. Vim dizer o quanto me sinto bem nesse momento: apaixonada; consegui dirigir com a minha mãe (embora tremesse como um bambu verde); musicalmente realizada (compondo, tocando música irlandesa, decorando mais do que o normal, recebendo elogios da melhor professora do mundo...)! Termino o dia com declarações de amor, com confissões que me engrandecem a alma. Boa noite, psicóloga.
E, ah, acertei três números da mega-sena. Tô quase lá, hahaha...

Prato de comida

Hoje de manhã, não sei por que, lembrei-me de algo tão remoto, tão pequeno. Certa vez, devia ter eu uns 8 anos, derrubei um prato de comida no chão. Ele ficou lá, estatelado, e eu desatei a chorar muito. Que vergonha senti diante dos meus pais. O prato era bem feio, daqueles de vidro meio marrom. A comida era simples: arroz, feijão, ovo frito, salada de tomate com cebola. E lá estava ela, quente, misturada aos cacos, fundida ao piso frio. Eram épocas de vacas magras e como me senti culpada por isso naquele dia.

17 de março de 2011

Godeaux II

Eu sei que você está bem, mas, ainda assim, sinto a sua falta.
Todo dia passo pelo quintal e suas coisinhas ainda estão lá, que saudade fazer carinho na sua cabecinha...

12 de março de 2011

Godeaux

Eu vou te amar para sempre, sempre...

11 de março de 2011

Sensação estranha

Ando sentindo uma coisa nova. Tem quase gosto de saudade, cheira um pouco à nostalgia. Mas ainda não é isso. Não sei como descrevê-la. Só sei que começou por causa de um sonho muito, muito estranho. Depois, fragmentos desse sentimento onírico saltaram para a realidade, fatos. Não sei como sentir. Parece que a morte ressucitou em mim. Besteira. Nunca deixei morrer. Porque nunca deixei nascer. Contrairement à mon miroir.