A velhinha do Himalaia
Certo dia, um senhor de aparentes 70 anos aproxima-se de um conhecido swami indiano e lhe diz:
-A minha mãe já passa dos 108 anos e deseja muito lhe falar, o senhor poderia ter com ela?
E então o bondoso mestre dirige-se à casa da centenária mãe, bem no alto de uma montanha. Subindo todos os degraus - que pareciam nunca acabar, pois eram muitos, mais de cem, mais de duzentos talvez -, vai desenhando com a imaginação a figura de uma velhinha, muito debilitada, deitada em sua cama, isolada do mundo por tanta escadaria, tanto sobe-e-desce.
Chegando ao topo, que não era o topo do Himalaia, mas era o topo da morada dos humanos daquele lugar, é surpreendido pela danada da velhinha estendendo roupas no varal! Quanto mais perto chegava dela, mais curioso ficava. Isso porque foi percebendo que, não só ela estendia roupas com o ar de uma mulher jovem, como podia escutar tão bem quanto uma criança curiosa e enxergar sem mesmo usar óculos para leituras "de perto", desses que a gente costuma usar quando passa dos quarenta.
O swami, muito querido naquela região pela sua bondade e sabedoria, fica intrigado e questiona a jovem velha senhora: "se estás tão bem, por que chamou por mim, por que deseja a minha ajuda?". E a simpática - ainda que um pouco aflita - velhinha lhe diz que já enterrou filhos e netos e que já está cansada, muito cansada de viver.
-A minha mãe já passa dos 108 anos e deseja muito lhe falar, o senhor poderia ter com ela?
E então o bondoso mestre dirige-se à casa da centenária mãe, bem no alto de uma montanha. Subindo todos os degraus - que pareciam nunca acabar, pois eram muitos, mais de cem, mais de duzentos talvez -, vai desenhando com a imaginação a figura de uma velhinha, muito debilitada, deitada em sua cama, isolada do mundo por tanta escadaria, tanto sobe-e-desce.
Chegando ao topo, que não era o topo do Himalaia, mas era o topo da morada dos humanos daquele lugar, é surpreendido pela danada da velhinha estendendo roupas no varal! Quanto mais perto chegava dela, mais curioso ficava. Isso porque foi percebendo que, não só ela estendia roupas com o ar de uma mulher jovem, como podia escutar tão bem quanto uma criança curiosa e enxergar sem mesmo usar óculos para leituras "de perto", desses que a gente costuma usar quando passa dos quarenta.
O swami, muito querido naquela região pela sua bondade e sabedoria, fica intrigado e questiona a jovem velha senhora: "se estás tão bem, por que chamou por mim, por que deseja a minha ajuda?". E a simpática - ainda que um pouco aflita - velhinha lhe diz que já enterrou filhos e netos e que já está cansada, muito cansada de viver.
