30 de julho de 2011
Por que é sempre grande? Não existe saudade tamanho P, só GG. Saudade P não é saudade, é tentativa de se sentir humano. Saudade sempre dói quando nasce e sempre alegra quando morre.
21 de julho de 2011
17 de julho de 2011
Angústias distraídas
Chega a ser impressionante a maneira como o ser humano se sabota: suas angústias mais profundas são deixadas de lado com o tempo. Porém, ao invés de serem mortas e, dessa maneira, resolvidas, são esquecidas à força. Nunca poderiam ser esquecidas de fato. O corpo, estranho que é, gera os mesmos sentimentos de outrora diante de coisas novas. E, até então, não sabe disso. São distrações que nos fazem definhar aos poucos, tentando consertar buracos onde há apenas sombras.
Mãos dadas
Pois, assim é: se te dou a mão, é porque quero andar contigo.
E se quero andar contigo, é porque gosto de ti.
E se gosto de ti, nada posso fazer.
E se quero andar contigo, é porque gosto de ti.
E se gosto de ti, nada posso fazer.
Instante grande
Quantas coisas cabem num instante? Num bem grande pode-se ir e voltar algumas, talvez muitas, vezes. Mas tem algo que sempre está presente. Algo que separa um instante do outro.
15 de julho de 2011
O louco e a cidade III
Acreidtem, hoje sei o que esse louco pensa. O que ele vê eu espio da janela. Um pouco, bem pouco. É o mesmo gosto, diluído.
Perdoar é impossível quando o perdão não é pedido. Não vem do coração. É só uma tecla a mais a ser batida.
2 de julho de 2011
Raposas inúteis e coelhos ingênuos
As raposas inúteis, assim como os coelhos ingênuos, estão certos por nunca se preocuparem com o que é certo, por nunca nem saberem o que é isso. São inúteis e ingênuos e nem sabem disso. E, assim, vivem do jeito que eu queria viver. E sofri tanto para chegar a uma conclusão que me faz sofrer mais. Sou gente sem vontade de ser gente, acho chato ficar pensando com a cabeça e sentindo com as vísceras. Melhor seria ser feliz como só um animal que não sabe o que é isso pode ser.
