7 de junho de 2011

Insatisfação crônica

Sempre em dúvida. Sofrendo por besteira, sofrendo por estar sempre insatisfeita. Pelo passado, pelo futuro, pelo real, pelo imaginado. Que mais poderia querer? Casa boa, família boa, namorado bom. Vida boa. Não queria mais. Não queria menos. Queria não querer, queria querer qualquer coisa, grandiosa ou simples. Mais ou menos. Queria crer. Queria deixar de crer. Queria saber. Sempre desejando, nunca sabendo. Sempre sabendo mais do que deveria, menos do que gostaria. Mais? Vai e volta. É sempre assim. Às vezes, não. Às vezes, simplesmente faz bem e, por isso, é fantástico. Por que frustra tanto? Por que tanto sofrer à toa? Perguntas sem respostas, respostas sem realidade. Ficando feliz por coisa pequena. E por outra coisa, pequena igual, ficando tão triste. Sempre em dívida, sempre dividida.

Queria ter feito a droga da fonte que a minha mãe queria, só para deixá-la feliz. E eu não consegui. Mais uma coisa que posterguei. Estou frustrada comigo de novo, tentando pôr a culpa nas coisas. Misturando tudo, vivendo por entrelinhas, bem como escrevo. Mas escrita não é nada. A vida é alguma coisa.

4 de junho de 2011

R.A.M.O.N.E.S.

Vou ouvir Ramones pra sempre. Vou cantar com ou sem dentadura.
Canções de amor, demência, sujeiras, loucuras, rolês estranhos, sacolinhas e afins.